
«Levantada do rio, ergue-se a cidade,
Alvor do espaço branco nú.
Aonde, por onde alcanço o olhar,
a luz dispersa e imensa,
consome inteira e por graça
o Oceano aberto luz
que mergulha em azul oriente.
Por seu azul infinito,
É seu silêncio pleno,
Antiquíssimo.
Quando me aproximo, Lisboa,
Vejo o mistério do presente desligado
E branco o milagre, ligeiro desgarrando
A memória livre das coisas.»
Diogo Filipe G.S. Quirino, in «Poesias»
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