quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Luz



«Levantada do rio, ergue-se a cidade,

Alvor do espaço branco nú.

Aonde, por onde alcanço o olhar,

a luz dispersa e imensa,

consome inteira e por graça

o Oceano aberto luz

que mergulha em azul oriente.


Por seu azul infinito,

É seu silêncio pleno,

Antiquíssimo.



Quando me aproximo, Lisboa,

Vejo o mistério do presente desligado

E branco o milagre, ligeiro desgarrando

A memória livre das coisas.»



Diogo Filipe G.S. Quirino, in «Poesias»

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