
Nas praias do mar azul, larguei meu corpo nas ondas, onde puro restituíu-se a si mesmo, larguei qualquer estilo e vontade e saboreei o doce travo do céu azul. Naquele instante, o mundo nasceu como um verso de poesia, novo e puro, solto no vento. Desaparecido em si mesmo solto como nunca nomeado. Correu o verso de poesia abarcando tudo desde o princípio do mar ao fim do mar e tudo era como que chamado ao seu nome nomeado.
Chamaram meu nome desconhecido em terra e eu prossegui ao sabor da corrente num barco de leves e soltas velas brancas, como se nunca houvera um igual. Para mim também o mundo era um princípio pronto a ser visto, larguei ali mesmo as designações que me prendiam a lado nenhum e parti, tão certo que a mudança era a única coisa que tinha a favor.
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