
A missão Kepler lançada esta sexta-feira passada, dia 6 de Março às 22:48, hora de Nova Iorque, é a primeira missão da NASA (National Aeronautics Space Agency) capaz de encontrar planetas telúricos ou rochosos (i.e. de dimensões semelhantes e com uma constituição semelhante à da Terra). O problema na detecção deste tipo de planetas reside nas suas dimensões face às da(s) sua(s) estrela(s) e nas diferenças colossais no brilho desta(s) última(s) e da do planeta.
Por isso é necessário que o espelho do telescópio Kepler tenha uma dimensão de 0,95 metros - capaz de detectar pequenas diferenças no brilho da estrela. Segundo este método - o de trânsito - em que a passagem de um astro em frente do outro cria uma diminuição no brilho da estrela permite aos astrónomos detectar uma série de variáveis sobre o mesmo.
A sonda Kepler irá recorrer ao uso das Leis de Kepler para detectar indirectamente o planeta. Naturalmente, será mais fácil de detectar os planetas de maiores dimensões que se encontrem perto da estrela - i.e. os planetas gasosos que se inserem na categoria Hot Jupiter, os planetas da dimensão de Neptuno e os planetas rochosos do tamanho da Terra.
Mas não chega só encontrar um planeta com as dimensões certas, há que encontrá-lo na distância certa para que a água (se é que existe) se encontre no estado líquido. A presença de água no estado líquido é uma condição essencial para o desenvolvimento de vida (também ela não necessariamente inteligente). A área onde é permissível a presença de água é denominada de zona habitável (ZH) e depende do tamanho da estrela. Se o planeta se encontra numa zona interna à ZH é demasiado quente e se se encontrar para lá da ZH é demasiado frio.
A missão Kepler irá apontar na direcção das constelações do Cisne e da Lira onde se prevê que observe e analise cerca de 100 000 estrelas. A capacidade de resolução do Kepler é dotado de uma câmara de 95 milhões de pixels e o seu tempo de funcionamento previsto é de 3 anos e meio.

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